Mãe…pai…é só por uns dias até lhe arranjarmos um dono…

Este artigo foi escrito por outro membro da equipa da Petable, a Rute. Espero que goste! #petableteam

Em 2001 entrei na Faculdade de Medicina Veterinária, passado um ano convenci os meus pais a comprarem um Ladrador amarelo para a minha irmã, o Tomás. É o membro mais velho da “matilha” lá de casa. Tem 13 anos, muitas artroses e alguma paciência para todos os outros elementos caninos de que vos vou falar, e até para mim que tenho a mania de o chatear com exercícios para movimentar as articulações.

A Bia, também ela Labradora, mas preta, surgiu na minha vida durante o estágio que fiz em clínica de pequenos animais. Era de um caçador que não gostava muito dela, porque a achava feia e queria arranjar-lhe um dono…claro que não resisti e, após uma pequena mentira aos meus pais, “Ela não tem onde ficar, mas já ando à procura de dono”, a Bia veio completar o casal de Labradores. É a cadela mais meiga que conheço, todos os outros fazem dela gato sapato e segue o Tomás para todo o lado.

Não posso deixar de falar do Nokia, o nosso cavalo querido que faleceu no início deste ano, ao fim de 14 anos connosco. Era o labrador castanho que nos faltava, foi o cavalo que me ajudou a treinar o meu trote e galope, que disparou muitas vezes com o meu pai em cima dele e que recebeu cenouras de muitas crianças da aldeia, que se juntavam para lhe fazerem visitas.

Não devo precisar de dizer que são dois gulosos incorrigíveis e o meu pai, como todos os pais de veterinário, adora dar-lhes umas guloseimas (casa de ferreiro espeto de pau).

Seguinte! Depois veio o meu Pépi! Deste tenho muito para contar, mas não será tudo hoje. É um Jack Russel que corresponde muito bem à fama que lhe é atribuída. Sim, é do mais inteligente que já vi e sim, também é do mais teimoso e agitado que conheço. Quando ele começa a dar voltas e voltas à sala, a correr só porque sim? Ou quando roeu um pack de águas de litro e meio e fiquei com uma piscina no lugar da cozinha? O Pépi é isto e é também um amor em versão compacta, quando sobe para o sofá até ficar ao nível das nossas cabeças para nos lamber, ou quando nos bate com o focinho para continuarmos a fazer festinhas…

Seguiu-se a Flor, é uma Beagle que chegou pelas mãos da minha irmã e, a primeira imagem que tenho dela, é a de uma cadela com umas orelhas maiores que ela própria, com uma capa cor de rosa. Atualmente, é uma gordinha muito querida, sempre pronta para correr e brincar.

A minha irmã é terrível! No fim chegou o Simão, resultou de um cruzamento entre Fila de São Miguel e Labrador (é enorme!!!). Tem 1 ano, é um bebé gigante, com umas patas enormes, uma energia inesgotável e, devo admitir, vítima de bullying por parte do Pépi que tem a mania que é um Leão, porque nunca se viu ao espelho.

Este Jardim Zoológico fica na casa dos meus pais, na zona oeste. O meu pai é literalmente o ídolo desta malta canina e, para aumentar o trabalho que já tem com todos estes amigos, decidiu aumentar a quintinha com 3 ovelhas.

Não me parece que fiquemos por aqui, espero que à quinta ainda se juntem umas cabrinhas e umas galinhas. Que a minha mãe não nos oiça!

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