O perigo da Lagarta do Pinheiro

Se vive numa zona próxima de pinheiros, então possivelmente já as viu a descer as árvores e a passear em fila. Estamos a falar das processionárias (também conhecidas como lagartas do pinheiro) e é caso para lhe dizer para ter cuidado, pois podem ser perigosas para si e para o seu animal de estimação!

Esta lagarta é considerada uma praga e encontra-se dispersa por todo o país. Muitas espécies animais podem ser alvo dos seus efeitos nocivos mas no caso dos animais domésticos, os nossos cães e os gatos são as vítimas mais frequentes deste insecto e do seu efeito alérgico….e se há situações que podem ser consideradas uma emergência, esta é sem dúvida uma delas!

A processionária tem um ciclo de vida que depende, em grande parte, da zona geográfica e das condições climatéricas. E embora se possa determinar uma certa sazonalidade na Primavera e no Verão, os casos de intoxicação por processionárias podem ocorrer a partir de Outubro/Novembro.

Em meados de Setembro as lagartas nascem de ovos que se encontram em copas de pinheiros e a partir desse momento iniciam o seu crescimento (que têm várias fases e características) e quando surgem as temperaturas mais amenas (meados de Fevereiro a Maio) as lagartas descem das árvores até ao solo, formando uma fila (daí o seu nome, pois parece que estão em procissão). Acontece que a determinado momento do seu crescimento, as lagartas adquirem particularidades que as tornam nocivas para pessoas e animais – um corpo revestido por pêlos urticantes muito finos capazes de provocar uma intensa reacção alérgica.

Estes pêlos libertam-se com o movimento das lagartas, e assim o perigo pode surgir mesmo que o seu animal não tenha contacto directo com as lagartas em si. Contudo, pelo seu comportamento mais curioso, é comum que os cães tentem cheirar ou morder as lagartas sendo, por isso, os mais frequentemente prejudicados – sofrendo lesões inflamatórias graves nos olhos, nariz e boca (em particular na língua, podendo inclusive, sofrer lesões tão extensas que levem à sua perda parcial).

Os sinais mais frequentes de intoxicação pela processionária incluem o inchaço da face (angioedema), comichão intensa, língua grossa e por vezes de cor azulada, vómito e muita dor. Por vezes pode surgir tosse e dificuldades respiratórias mas a ocorrência de choque anafilático é rara.

Em casos mais graves, os animais podem ficar incapazes de comer ou beber, como consequência da perda extensa de parte da língua, o que compromete gravemente a sua qualidade de vida.

Por isso, se suspeitar que o seu animal poderá ter contactado com estas lagartas ou com os seus pêlos, leve-o imediatamente ao seu médico veterinário. É muito importante iniciar o tratamento com a maior brevidade possível para aumentar a probabilidade de sucesso!

O seu veterinário poderá aconselhá-lo , de imediato, e antes de chegar ao consultório lavar abundantemente (usando luvas, para sua protecção) a boca com água para tentar reduzir a exposição ao tóxico.

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Inês Viegas, DVM

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